quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Nas asas da palavra (Minha Missão)
Pra longe eu vou
Nas asas da palavra eu vou
Sem pressa, com calma, eu vou.
E com Jesus eu vou
Sem Ele não vou
Fico em casa e acabou
Pois sem Ele nada sou.
Na frente Ele vai
Com as mãos nas rédeas Ele vai
Pois na garupa já não dá mais
Sou eu quem vai atrás.
Lançando redes, semeando campos
Carregando cruzes, ressuscitando sonhos
Nas asas da palavra nós vamos.
Jesus e a Matemática
Amanhã vou ao Céu
Vou falar com Jesus
Levando um caderno e um lápis
Uma borracha e uma tabuada
Ensinar-Lhe o pouco que sei das operações da Matemática
Pois me parece que deste assunto Ele não sabe nada.
Não falo dos logaritmos nem da raiz quadrada
Nem das potências e nem dos juros compostos
Nem dos polinômios tampouco dos números complexos
Falo dos simples cálculos aprendidos pela meninada.
Acho que na infância Ele não teve tempo
Na folga da carpintaria andava nos templos
Ensinando os sábios e os sem conhecimento
Através de parábolas e das sagradas escrituras
Que já sabia ler com tão grande desenvoltura.
Somar, Subtrair, Multiplicar e Dividir
Tais os ensinamentos que vou Lhe instruir.
Digo que não sabe e agora vou provar:
Como pode cinco pães somados com dois peixes e multiplicados por nada alimentar uma multidão?
Como pode, no caso daquela velhinha do templo, uma pessoa dar tudo o que tem e ganhar o Tudo? Até onde sei, tudo menos tudo sobra nada.
Como pode um único Cristo, na Eucaristia, se dividir em vários e todos receberem a mesma quantidade do todo?
Ah, Cristo, deixa estar
Amanhã vou te ensinar!
Vou falar com Jesus
Levando um caderno e um lápis
Uma borracha e uma tabuada
Ensinar-Lhe o pouco que sei das operações da Matemática
Pois me parece que deste assunto Ele não sabe nada.
Não falo dos logaritmos nem da raiz quadrada
Nem das potências e nem dos juros compostos
Nem dos polinômios tampouco dos números complexos
Falo dos simples cálculos aprendidos pela meninada.
Acho que na infância Ele não teve tempo
Na folga da carpintaria andava nos templos
Ensinando os sábios e os sem conhecimento
Através de parábolas e das sagradas escrituras
Que já sabia ler com tão grande desenvoltura.
Somar, Subtrair, Multiplicar e Dividir
Tais os ensinamentos que vou Lhe instruir.
Digo que não sabe e agora vou provar:
Como pode cinco pães somados com dois peixes e multiplicados por nada alimentar uma multidão?
Como pode, no caso daquela velhinha do templo, uma pessoa dar tudo o que tem e ganhar o Tudo? Até onde sei, tudo menos tudo sobra nada.
Como pode um único Cristo, na Eucaristia, se dividir em vários e todos receberem a mesma quantidade do todo?
Ah, Cristo, deixa estar
Amanhã vou te ensinar!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O Homem de Pedra
Então voei
Voei e voei
Voei tanto que cansei
Então pousei
Num ombro de pedra
De um Homem de pedra
Com um manto de pedra
Braços abertos de pedra
Sobre uma montanha de pedra
Lá em baixo, uma cidade de pedra
Meninos de pedra
Com corações de pedra
Com sonhos de pedra
Com armas de pedra
Com balas de pedra
Vendendo pedras
Ah, Homem de pedra!
Tende piedade
Dos teus filhos de pedra.
Voei e voei
Voei tanto que cansei
Então pousei
Num ombro de pedra
De um Homem de pedra
Com um manto de pedra
Braços abertos de pedra
Sobre uma montanha de pedra
Lá em baixo, uma cidade de pedra
Meninos de pedra
Com corações de pedra
Com sonhos de pedra
Com armas de pedra
Com balas de pedra
Vendendo pedras
Ah, Homem de pedra!
Tende piedade
Dos teus filhos de pedra.
Os Sessenta do meu Pai
* Em homenagem aos 60 anos do meu pai, completos no dia 02/11/2010.
Ah, como Deus é bom!
Da noite fez o dia
Do Cristo a Eucaristia
Da Graça fez Maria
E de uma Maria fez meu Pai.
Da serra, um rebento
De cassaco, o sustento
Das galinhas, o alimento
Da propaganda, o conhecimento
Aprendendo tudo sobre medicamento.
De Altemar, uma cantiga
Da pressão, uma amiga
Da farmácia, uma vida
De um cantinho, o coração.
Pra Mundoca fez um filho
Pra Fátima um marido
Pra Karla um querido
E pra mim um amigo.
Ah, se Deus permitir!
Se este seis virar de ponta pra baixo
E um nove se tornar
Sessenta já não será
Mas noventa, que alegria, meu Pai completará!
Ah, como Deus é bom!
Da noite fez o dia
Do Cristo a Eucaristia
Da Graça fez Maria
E de uma Maria fez meu Pai.
Da serra, um rebento
De cassaco, o sustento
Das galinhas, o alimento
Da propaganda, o conhecimento
Aprendendo tudo sobre medicamento.
De Altemar, uma cantiga
Da pressão, uma amiga
Da farmácia, uma vida
De um cantinho, o coração.
Pra Mundoca fez um filho
Pra Fátima um marido
Pra Karla um querido
E pra mim um amigo.
Ah, se Deus permitir!
Se este seis virar de ponta pra baixo
E um nove se tornar
Sessenta já não será
Mas noventa, que alegria, meu Pai completará!
Conversa a Quatro
Jesus, como sempre, falante.
E falava de tudo, de um jeito todo especial.
Afinal, Ele é a Palavra em pessoa.
O Verbo, o Substantivo.
O Sujeito e o Predicado.
O Objeto Direto e o Indireto.
O Início e o Fim.
Sua voz chegava aos lugares mais íntimos do coração,
Transformando tudo,
Renovando tudo.
Vez ou outra fazia uma pausa.
E um silêncio profundo reinava.
Às vezes é tudo o que precisamos ouvir: o Silêncio.
Silêncio que também transforma, que também renova.
Tudo é graça!
Mas logo retomava o discurso e a conversa continuava.
A Mãezinha babava ouvindo o Filho falar.
Terço na mão, manto azul, véu branco como a neve.
Que linda!
Um cheiro de rosas no ar.
Cheiro de mãe.
Cheiro da Mãe.
Quando falava, também encantava.
Terá o Filho aprendido com Ela?
Ou foi Ela que aprendeu com o Filho?
A cronologia de Deus às vezes confunde.
Afinal, o tempo dEle é muito diferente do nosso.
E Ela doce, meiga.
Tão rainha e tão vassala.
Contrastes do Céu.
Só Ela interrompia o discurso do Filho,
Pra interceder por alguem além de nossa conversa.
Meu Anjo, ao meu lado, com os olhos fixos no Senhor.
Que exemplo de Adorador!
Quase não falou.
E quando voltava-se para a Mãe,
Fazia uma reverência digna de um bom súdito.
Amigo fiel,
Mensageiro de Deus.
Não saiu do meu lado um só minuto.
E eu? Ah, eu!
Era só alegria, diante de tão elevada companhia.
Não sabia se falava ou se só ouvia.
Esquecendo de ser Marta, aprendendo a ser Maria.
Desejando a graça da Sabedoria, do Amor e do Perdão, que emanava de tão Santa Reunião.
E a você faço um convite.
De desfrutar também de tão sagrada conversação.
Na Igreja mais próxima ou na capela ao lado.
No vazio da sala ou no escuro do quarto.
Em todo canto é possível uma conversa a quatro.
E falava de tudo, de um jeito todo especial.
Afinal, Ele é a Palavra em pessoa.
O Verbo, o Substantivo.
O Sujeito e o Predicado.
O Objeto Direto e o Indireto.
O Início e o Fim.
Sua voz chegava aos lugares mais íntimos do coração,
Transformando tudo,
Renovando tudo.
Vez ou outra fazia uma pausa.
E um silêncio profundo reinava.
Às vezes é tudo o que precisamos ouvir: o Silêncio.
Silêncio que também transforma, que também renova.
Tudo é graça!
Mas logo retomava o discurso e a conversa continuava.
A Mãezinha babava ouvindo o Filho falar.
Terço na mão, manto azul, véu branco como a neve.
Que linda!
Um cheiro de rosas no ar.
Cheiro de mãe.
Cheiro da Mãe.
Quando falava, também encantava.
Terá o Filho aprendido com Ela?
Ou foi Ela que aprendeu com o Filho?
A cronologia de Deus às vezes confunde.
Afinal, o tempo dEle é muito diferente do nosso.
E Ela doce, meiga.
Tão rainha e tão vassala.
Contrastes do Céu.
Só Ela interrompia o discurso do Filho,
Pra interceder por alguem além de nossa conversa.
Meu Anjo, ao meu lado, com os olhos fixos no Senhor.
Que exemplo de Adorador!
Quase não falou.
E quando voltava-se para a Mãe,
Fazia uma reverência digna de um bom súdito.
Amigo fiel,
Mensageiro de Deus.
Não saiu do meu lado um só minuto.
E eu? Ah, eu!
Era só alegria, diante de tão elevada companhia.
Não sabia se falava ou se só ouvia.
Esquecendo de ser Marta, aprendendo a ser Maria.
Desejando a graça da Sabedoria, do Amor e do Perdão, que emanava de tão Santa Reunião.
E a você faço um convite.
De desfrutar também de tão sagrada conversação.
Na Igreja mais próxima ou na capela ao lado.
No vazio da sala ou no escuro do quarto.
Em todo canto é possível uma conversa a quatro.
A Borboleta e a Flor
* Em homenagem a duas pessoas muito especiais.
Haverá dupla que inspire mais amor?
A Borboleta e a Flor.
O que seria da Borboleta sem a Flor?
O que seria deste Poeta sem a Borboleta?
O que seria do mundo sem as duas?
Ah, se existissem mais Flores!
Existiriam mais Borboletas.
Existiriam mais Poetas.
Existiriam mais Amores.
Haverá dupla que inspire mais amor?
A Borboleta e a Flor.
O que seria da Borboleta sem a Flor?
O que seria deste Poeta sem a Borboleta?
O que seria do mundo sem as duas?
Ah, se existissem mais Flores!
Existiriam mais Borboletas.
Existiriam mais Poetas.
Existiriam mais Amores.
Folha Seca
Eu, semente pequena que era, fui lançada à terra por uma Mão maior do que a minha compreensão. A terra me acolheu e no seu seio fiz morada.
A Mão que me lançou, lá do alto chorou e molhou a minha casa. Quando menos esperei, eis que eu brotara.
Veio mais choro, veio o Calor, veio o Vento. Os anos passaram e fui crescendo. Logo me tornei maior do que o menino, do que o homem, do que a casa. Fiquei tão alta que, se pudesse esticar minhas pernas, poderia tocar o Céu. Acho que foi de lá que eu vim. Mas não posso esticá-las. Estou presa à terra que me acolheu. As adversidades do tempo e da vida endureceram a minha casca, me tornando ainda mais presa.
A Mão que me lançou, lá do alto chorou e molhou a minha casa. Quando menos esperei, eis que eu brotara.
Veio mais choro, veio o Calor, veio o Vento. Os anos passaram e fui crescendo. Logo me tornei maior do que o menino, do que o homem, do que a casa. Fiquei tão alta que, se pudesse esticar minhas pernas, poderia tocar o Céu. Acho que foi de lá que eu vim. Mas não posso esticá-las. Estou presa à terra que me acolheu. As adversidades do tempo e da vida endureceram a minha casca, me tornando ainda mais presa.
Hoje, adulta que sou, sem esperar mais nada da vida, fui surpreendida: eis que veio um Vento e arrancou de mim um pequeno pedaço, uma folha, seca pelo calor dos últimos dias. A folha foi então levada a uma pessoa que se abrigava à minha sombra, tocando-a. Ao tocá-la, vi a mesma Mão que me lançou, lançando sobre ela a Graça que me fez crescer. Assim, surge em mim uma nova esperança, a de que esta pessoa, tocada por minha folha e pela Mão que me criou, estique as pernas que não posso esticar, sendo folha seca para a outros poder tocar e, no fim, ao Céu poder chegar.
"Como folha seca quero ser para Ti Senhor
Folha livre e dependente do vento para seguir.
Folha que não luta e se deixa levar
Assim quero ser Senhor
E em Ti me lançar."
Folha livre e dependente do vento para seguir.
Folha que não luta e se deixa levar
Assim quero ser Senhor
E em Ti me lançar."
A Caixa do Nada
Segundo a opinião de algumas mulheres, a cabeça do homem é constituída por caixas. Dentre estas, existe a Caixa do Nada. E esta existência é facilmente comprovada. Quantas e quantas vezes nós homens, ao sermos questionados por nossas digníssimas sobre o que estamos pensando em um determinado momento, ficamos sem resposta? E não é porque estamos querendo esconder pensamentos indevidos. Realmente não sabemos o que estávamos pensando. Eis aí a Caixa do Nada! Local onde nós homens gastamos algum tempo de nossa vida, sem que percebamos.
No segundo Retiro Vocacional de 2010, da Comunidade Católica Recado, da qual faço parte, descobri, durante um momento de deserto, algo que me surpreendeu. Decidido a usar e abusar da referida caixa, por estar cansado de tanto pensar e escrever, fui para o momento que nos foi direcionado. Sentado em uma cadeira, debaixo de uma grande árvore, destampei a caixa e mergulhei de cabeça (literalmente). Eis que lá dentro, também sentado em uma cadeira, encontro um outro homem, Jesus! Ele sorriu pra mim e, carinhosamente, tomou o meu caderno, minha caneta e anotou tudo o que eu precisava saber naquele momento.
Uma pena minha digníssima não estar no retiro. Pois se ela estivesse e viesse me perguntar: O que você estava pensando? Eu de pronto responderia: estava pensando em Jesus!
Bendito seja Ele por nos presentear com a Caixa do Nada!
"Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos." (Salmo 138, 1-2)
"Poderá um homem se ocultar de tal modo que eu o não veja? - oráculo do Senhor.
Porventura não enche minha presença o céu e a terra? - oráculo do Senhor." (Jeremias 23, 24)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Deserto
A noite é escura, o vento é frio. Areia por todos os lados. Nada de água, nada de plantas e nem de nenhum ser vivente. Uma solidão profunda. Estou de joelhos, de cabeça baixa, esperando. Estou triste, angustiado? Não. Estou em paz. Apesar de não vê-los, sei que estão ao meu lado, me sustentando. Ele e Ela. O Filho e a Mãe. Quando chegar a hora, ficarei de pé, levantarei a cabeça. O Sol nascerá, brilhando muito forte, anunciando um novo amanhecer. Verei então o grande mar que a graça de Deus derramou atrás de mim.
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