domingo, 9 de janeiro de 2011
Reis
Um rei,
Dois reis,
Três reis,
Magos reis.
Rei do ouro,
Rei do incenso,
Rei da mirra,
Presentes de reis.
Rei de Manjedoura,
Rei de Cruz,
Rei de Luz,
Rei Jesus,
Rei dos reis.
“Deus vos salve casa santa
Aonde Deus fez a morada.”
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Descoberta
O ser humano passa a vida toda
Tentando descobrir quem realmente é.
Uns desistem no meio do percurso,
Outros vão até o fim.
Eu, não diferente do normal,
Também participo desta luta.
E nesta bendita peleja,
Nesta bendita sina,
Nesta bendita labuta,
Deus colocou em meu caminho
Benditas pessoas
Que, sem perceber,
Me ajudaram a descobrir e
A colocar no papel
O projeto do que sou:
Filho do Alto por vocação,
Analista por profissão,
Escrevedor por missão,
Poeta, quem sabe um dia, com o auxílio da Unção.
Tentando descobrir quem realmente é.
Uns desistem no meio do percurso,
Outros vão até o fim.
Eu, não diferente do normal,
Também participo desta luta.
E nesta bendita peleja,
Nesta bendita sina,
Nesta bendita labuta,
Deus colocou em meu caminho
Benditas pessoas
Que, sem perceber,
Me ajudaram a descobrir e
A colocar no papel
O projeto do que sou:
Filho do Alto por vocação,
Analista por profissão,
Escrevedor por missão,
Poeta, quem sabe um dia, com o auxílio da Unção.
Marias em Maria
* A minha Mãe
Maria de Raimundo
Maria de Maria
Maria de Quitéria
Maria de Rosa
Maria de Zulmira
Maria de Chico
Maria de Antônio
Fá de Lúcia
Maria de Nelson
Maria de Jacinta
Maria de Paulo
Maria de Sâmia
Maria de Brasão
Maria de Vânia
Maria de Chico Braga
Maria de Mariinha
Maria da Tapera
Maria de Icapuí
Maria Normalista
Maria da Farmácia
Maria do Cantinho
Maria de Enxaquecas
Maria de Coração
Maria de Coluna
Maria de Redução
Maria de Altos
Maria de Baixos
Maria de Lutas
Maria de Dores
Maria de Graças
Maria de Conquistas
Maria de Alegrias
Maria de Vitórias
Maria de Nivaldo
Maria de Alexandre
Maria de Karla
Mainha do Leo.
É tanta Maria,
Meu Deus do Céu!
Só o Senhor
Pra juntar todas
Em uma só:
Maria de Fátima,
Minha Mãe.
Maria de Raimundo
Maria de Maria
Maria de Quitéria
Maria de Rosa
Maria de Zulmira
Maria de Chico
Maria de Antônio
Fá de Lúcia
Maria de Nelson
Maria de Jacinta
Maria de Paulo
Maria de Sâmia
Maria de Brasão
Maria de Vânia
Maria de Chico Braga
Maria de Mariinha
Maria da Tapera
Maria de Icapuí
Maria Normalista
Maria da Farmácia
Maria do Cantinho
Maria de Enxaquecas
Maria de Coração
Maria de Coluna
Maria de Redução
Maria de Altos
Maria de Baixos
Maria de Lutas
Maria de Dores
Maria de Graças
Maria de Conquistas
Maria de Alegrias
Maria de Vitórias
Maria de Nivaldo
Maria de Alexandre
Maria de Karla
Mainha do Leo.
É tanta Maria,
Meu Deus do Céu!
Só o Senhor
Pra juntar todas
Em uma só:
Maria de Fátima,
Minha Mãe.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Terço
Creio na mudança do mundo.
Ah, Pai nosso que estais no Céu,
Como creio!
Ave Maria, Deus irá renovar!
Ah, Mãezinha, Jesus irá salvar!
Santa Maria, o Espírito Santo irá santificar!
Oh, Glória!
Contemplaremos a anunciação da Boa Nova,
A ressurreição das esperanças,
O batismo dos Filhos do Alto.
Oh, Pai nosso!
Ave Maria!
Glória à Santíssima Trindade!
Contemplaremos a visita da Graça,
A ascensão de nossas orações,
A transformação da água em Vinho da Vida.
Ah, Santificado seja Vosso Nome!
Ah, Cheia de Graça!
Como era no princípio, agora e para sempre!
Contemplaremos o nascimento de um Novo Tempo,
A vinda do Santo Espírito,
O anúncio do Reino.
E que venha a nós o Vosso Reino!
O Senhor é convosco, Mãe!
Ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, Glória!
Contemplaremos a apresentação do Menino,
A assunção da Bem Aventurada,
O corpo glorioso do nosso Salvador.
Seja feita a Vossa vontade!
Bendita sois vós entre as mulheres, Maria!
Pelos séculos dos séculos, Glória!
Contemplaremos o encontro com o Redentor,
A majestade da Virgem,
O Corpo e o Sangue oferecido por nós.
O Pão nosso de cada dia!
Bendito é o fruto do vosso ventre, oh Mãezinha!
Glória no mais alto dos Céus!
E no fim de todos os mistérios,
Gozosos, Gloriosos e Luminosos,
Os Dolorosos não mais existirão
Infinitas graças daremos a vós, Soberana Mulher
Por tua poderosa intercessão!
Salve, oh Rainha, Mãe de Misericórdia!
Um Novo Mundo, um Novo Tempo!
Amém!
Sopa
Panela, de barro, pra ficar original
Coloque água
Ou melhor, Água, com "A" maiúsculo
Sem Água, não dá!
Agora vamos aos ingredientes:
Alho, cebola, pimenta,
Cheiro verde, coentro e Sal da Terra.
Não exagere neste último, cuidado com a pressão!
Coloque uns fachos de Luz do Mundo e pronto,
Tá feita a base!
Adicione batata,
Cenoura e abóbora.
Um pouquinho de chuchu, não gosto muito.
"M" de Maria, de Mãe,
Nunca é demais.
"J" para não esquecer o Jejum,
"E" para o Espírito,
"S" para o Santo,
"U" para a Unção,
"S", mais um, agora para a Salvação.
Não leva carne,
Esqueça o que passou.
Livre-se das tentações e das paixões mundanas,
Não entram nesta receita.
No lugar, uma pitada de Cruz, pra engrossar o caldo.
E se no meio do preparo sentir sono,
Não desista, persevere!
Coloque um pouco de "h" no sono pra termos um sonho
E com mais um "s" podemos ter muitos sonhos!
Sonhar cai bem em qualquer receita!
Mexa rezando o terço,
Pra ficar cheia de Graça.
Após a Salve-Rainha,
Deixe em Fogo Alto e tenha paciência
Vai ficar pronta no tempo do Senhor!
Sirva bem quente
Morna, não dá!
Pão para acompanhar,
Redondinho, Branquinho
E não precisa abençoar
Já tá abençoada!
Bom apetite!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Andanças
O Sol nasce forte, majestoso.
O vento sopra rumo Leste.
E meu barco segue nesta direção.
Cheiro bom de mar.
Navego tanto para o Leste
Que alcanço o Oeste.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...
Nem sei quantos mares atravesso.
Sem perceber, desenho a linha do Equador.
Terras médias, pequenas e grandes,
Lares, ruas e bares.
Muitas pessoas conheço:
Mocinhos e vilões,
Monstros e aberrações.
Espadas, escudos, canhões,
Guerra e Paz!
Ah, como é bom virar a página!
No mundo mundo vasto mundo drummondiano vou passando,
Clariciando as idéias,
Quintanando a alma,
Hasteando bandeiras manuelais,
Afernandando pessoais,
Viniciando as morais e o Moraes,
Até chegar as Minas da imaginação,
Ou quem sabe as Gerais adeliais,
Apanhando, com mãos secas, cacos de vitrais.
Entrando em clima de oração,
Me transporto a Terra Santa,
Santa Terra que encanta.
Terra de Maria e de José.
Terra de uma Cruz que se levanta
E de outras que declinam.
Terei eu vindo buscar a minha?
Não importa.
Basta o Jesus que me ama.
Leitura, Meditação, Oração, Contemplação,
Lectio divina e humana.
Sagradas escrituras,
Terrenas aventuras.
E depois de todas estas andanças,
Olho para o relógio e tomo um susto!
Fecho agora o livro e apago a luz.
Hora de dormir,
Amanhã tenho que acordar cedo.
Boa noite!
Noite
Afasta-te, Noite
Que pra mim tu és um açoite!
Tu, cheia dos teus negrumes,
Das tuas escuridões.
Prefiro a escuridão amena do dia que amanhece.
Há apenas uma noite que me encanta,
Aquela quando tu te vestes de Luz,
Para aguardar o nascimento do Menino Jesus.
Magnífica Noite!
E bendito seja Deus por permitir que tu te vistas assim todos os anos,
Nos finais de Dezembro.
Por que não te vestes assim todas as noites?
O dia amanheceria melhor,
As pessoas amanheceriam melhores,
O mundo amanheceria melhor.
Noite feliz,
Dia feliz,
Pessoas felizes,
Mundo feliz!
Morte
A morte é uma nave espacial
Tripulada pelos Santos Anjos,
Comandada pelo Arcanjo Miguel,
Que nos conduz ao Paraíso escondido lá no Céu.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sina
Ah, Sina,
Ensina-me a ser Cristão
Ensina-me a despertar os irmãos
Adormecidos na vigília da noite
Ensina-me a dobrar os joelhos
Para melhor orar minhas orações
Ensina-me a beber dos cálices
Que não podem ser afastados
Ensina-me a suportar as supremas angústias
Ladeadas pelos azeites das ilusões
Ensina-me a suportar os falsos beijos
Dados em troca das pratas do mundo
Ensina-me a suportar as traições da vida
Provindas daqueles que amo
Ensina-me a suportar os açoites
Que arrancam pedaços da minha carne
Ensina-me a usar a coroa de espinhos
Que adorna as cabeças dos escolhidos
Ensina-me a suportar os injustos julgamentos
Que lavam mãos, mas não lavam corações
Ensina-me a carregar a Cruz
Que pende nas minhas costas
Ensina-me a caminhar pelo Calvário
Com os pés carentes de calçados
Ensina-me a levantar das quedas
Ainda que falte um Cirineu
Ensina-me a suportar os pregos do madeiro,
Antes estes àqueles que me prendem ao chão
Ensina-me a reconhecer a bondade
Dos tidos como malfeitores
Ensina-me a entranhar os vinagres
Que me servem para saciar minha sede
Ensina-me, sobretudo, a perdoar
aqueles que gritam: Crucifica-o! Crucifica-o!
Ensina-me, Sina, todas estas coisas.
E quando o último suspiro de minha humanidade
Estiver prestes a suspirar,
Quando a entrega do meu espírito
For tudo o que eu puder entregar,
Quando tu, ó Sina, se completar...
Cansaço, choro, murmuração?
Não!
Regaço, Consolo, Salvação!
O final de todas as coisas,
Final que não tem fim.
De uma vida de passagens
A uma Vida de ficagens
Eis a Sina do Cristão.
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