E de repente,
o azul que entristecia
vazou pela tarde
e inundou o dia,
azulando o sol
que por entre
nuvens se escondia.
O que em mim faltava,
transbordou em
páginas desaguadas.
Marquei com
um salto
a página que
falava de Amor.
Abri uma janela
no céu pra arejar
a rosa triste.
Reguei o meu verde
com as lágrimas
que ela chorou.
Hoje tomei
pôr-do-sol em taça.
Amanheceu em mim
o que poente estava.
Em cada página
passada,
uma onda
de palavras
na maré
do conhecimento.
Foi-se
o balão.
Ficou a
Felicidade.
Vi um homem
em palavras vestido.
Deixava versos
por onde passava.
Saudade poente
é aquela que
se esvai com
o caminhar das horas.
Horizonte é uma linha
que apaga o Sol.
Ou que o acende.
Depende da hora!